O Canine Freestyle é um esporte canino que envolve cachorro e treinador em rotinas de dança que são possíveis graças a técnicas de obediência, truques e muita criatividade.
As performances coreografadas permitem que o relacionamento e sintonia entre a dupla realmente ganhe forma, além de expor a beleza e disciplina de um cão atlético e bem treinado que é capaz de fazer movimentos artísticos e precisos.
Mesmo que o cão seja treinado, se não houver companheirismo e sintonia com o treinador, não há freestyle, o que torna esse esporte ainda mais especial. Diferente das outras rotinas, como o agility, os competidores de freestyle estão contantemente preparando novos passos. Para que esse dinamismo funcione, o cão precisa estar o tempo inteiro atento ao treinador, seja aos comandos verbais ou físicos.
Com seu início no final da década de 80 em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Holanda, o esporte começou com uma linha muito sólida que o dava personalidade, contando principalmente com as as demonstrações de treinamento de obediência sendo apresentadas com música, assim inovando as performances, emprestando elementos do esporte equino Kur.
O primeiro grupo oficial de Canine Freestyle foi o canadense Musical Canine Sports International, que teve sua estreia em 1991.
Criada desde 1995, a The Canine Freestyle Federation é uma organização sem fins lucrativos que foi muito importante no desenvolvimento do esporte e até hoje são importantes na regulamentação e manutenção do esporte nos Estados Unidos.
Em 1999, a World Canine Freestyle Organization (WCFO) foi criada e já começou a oferecer competições mundiais no ano seguinte.
O que é preciso para participar de rotinas de Canine Freestyle
O treinamento de obediência é fundamental para o Freestyle, já que será base para que o cão obedeça aos comandos e desenvolva seu potencial atlético.
Após a primeira etapa de obediência, diferente do que normalmente é feito, o cachorro irá aprender a ficar junto em ambos os lados do treinador, dessa forma trabalhando melhor seu equilíbrio e músculos. Nesse caso, comandos ajudam ao cão a diferenciar os movimentos e para qual lado ele deve seguir.
Passado esse ponto, o cão irá aprender também outros movimentos mais incomuns e que não são explorados em competições de obediência, porém que já darão uma ótima iniciação ao Freestyle, como andar em linha reta ou caminhar de costas.
O interessante é ensinar o cachorro e com isso mostrar toda sua beleza e atletismo, não apenas truques e acrobacias.
Uma vez que o cão souber diversos movimentos, é hora de selecionar uma música que combine com o animal e começar a acostumá-lo ao ritmo.
No começo, músicas de no máximo 4 minutos são melhores para as primeiras rotinas. Antes de trazer seu cachorro, repita a coreografia diversas vezes para que o treinador saiba exatamente em que posições deve estar, aonde estarão a plateia e os juízes.
O objetivo principal é criar uma rotina fluida sem nunca esquecer que o foco é no cachorro.
Quem pode ser um atleta canino de Canine Freestyle
O Canine Freestyle é bem democrático e basicamente todos os cães podem fazer parte, independente da idade ou raça, portanto que estejam bem de saúde.
Apesar de vermos mais cães da raça Border Collie e Golden Retrievers, cães com e sem raça definida marcam presença nas competições.
Tipos de Canine Freestyle
Hó duas categorias de Canine Freestyle: Freestyle Heeling e a Musical Freestyle.
Freestyle Heeling
Na Freestyle Heeling, o cachorro é testado em sua habilidade de ficar junto ao treinador enquanto o humano dança. Nessa categoria, cão e tutor permanecem juntos durante toda a rotina.
Movimentos importantes para a rotina: Mover-se diagonalmente, para frente e para trás.
Movimentos que não fazem parte do Heeling: Pular, rolar e passar entre as pernas do treinador.
Musical Freestyle
Nessa categoria, a habilidade de ficar junto precisa ser combinada com outros truques, como pular, girar, rolar, passar entre as pernas do treinador, mover-se a distância e outros movimentos mais dramáticos.
Critérios de avaliação
Apesar dos critérios variarem dependendo da competição e do país, as performances são julgadas levando em consideração os méritos artísticos, a técnica, a escolha da música e quão bem a dupla segue o ritmo.
Não há o uso de coleiras ou outros acessórios, a não ser em competições para iniciantes.